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Terremoto de magnitude 5,7 atinge capital das Filipinas

Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu o Sul da capital das Filipinas, Manila, na manhã desta segunda-feira(27) horário local, informa o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia – Phivolcs.

O epicentro do terremoto foi na província de Mindoro ocidental.

O terremoto profundo atingiu a província de Batangas, na ilha de Luzon, à 1h12 (17h12 GMT), os moradores da capital próxima de Manila foram acordados por seus edifícios tremendo.

A agência disse que o tremor atingiu uma profundidade de 74 km e que choques e danos posteriores poderiam ser esperados.

Autoridades próximas ao epicentro disseram que não receberam nenhum relato de danos.

Foi muito forte“, disse Jose Clyde Yayong, um oficial de desastres na cidade de Tagaytay, na província vizinha de Cavite. “Até agora não há incidentes desagradáveis relacionados com o terremoto.

Leonardo Tristan, um oficial de desastres na cidade de Looc, na ilha de Mindoro, disse que a força do terremoto fez alguns moradores saírem correndo.

Minha esposa estava gritando ‘há um terremoto‘”, disse Tristan à agência de notícias AFP.

As Filipinas são regularmente abaladas por terremotos devido à sua localização no Anel de Fogo do Pacífico, um arco de intensa atividade sísmica que se estende do Japão até o sudeste da Ásia e através da bacia do Pacífico.

Terremoto de magnitude 5,7

Se você ainda tem dúvidas sobre a força de um terremoto, saiba o que significa esta magnitude 5,7. Para isso, vamo usar uma escala bastante conhecida, a Escala Richter. Esta escala é utilizada para medir a magnitude dos terremotos, permitindo-nos ter uma noção exata sobre o potencial dos abalos sísmicos que ocorrem na litosfera.

Terremoto de magnitude 5,7 atinge capital das Filipinas
Charles Richter, o principal responsável pela escala que recebe o seu nome

A Escala Richter é um sistema de medição elaborado por Charles Richter e Beno Gutenberg utilizado para quantificar a intensidade dos terremotos conforme a sua manifestação na superfície terrestre. Seu limite, teoricamente, não existe, mas é comum a convenção de que não haja terremotos que ultrapassem o grau 10.

Essa escala surgiu para medir não tão somente a magnitude dos terremotos, mas também para comparar suas intensidades entre si, conferindo uma noção relativa da força de um abalo sísmico em relação a outro. Assim, tremores muito fracos possuem um grau menor e aqueles mais evidentes possuem uma graduação maior.

A Escala Richter, por definição, é uma escala logarítmica. Isso quer dizer, por exemplo, que um tremor de intensidade cinco é 10 vezes mais forte que um de escala quatro e, consequentemente, 100 vezes mais forte que um de nível três.

O cálculo da Escala Richter costuma estar associado à distância do hipocentro (ponto exato do tremor no subsolo) ao epicentro (ponto em que o tremor é sentido mais fortemente na superfície), além do tempo de manifestação e a sua amplitude. No entanto, para casos em que os terremotos ocorrem em grandes profundidades, há outros meios de cálculo, haja vista que suas consequências na superfície são pequenas.

De modo geral, podemos considerar que os abalos sísmicos acima de 6 podem ser considerados graves. Confira a seguir uma relação comparativa entre a intensidade dos terremotos e os seus efeitos:

Magnitude menor que 2: tremores captados apenas por sismógrafos;

Magnitude, efeitos e frequência de ocorrência dos eventos

DescriçãoMagnitudeEfeitosFrequência
Microssismos< 2,0Microssismos não perceptíveis pelos humanos.~8 000 por dia
Muito pequeno2,0-2,9Geralmente não sentido, apenas detectado/registado por sismógrafos.~1 000 por dia
Pequeno3,0-3,9Frequentemente sentido, mas raramente causa danos.~49 000 por ano
Ligeiro4,0-4,9Tremor notório de objectos no interior de habitações, ruídos de choque entre objectos. Sismo significativo, mas com danos importantes improváveis.~6 200 por ano
Moderado5,0-5,9Pode causar danos importantes em edifícios mal concebidos e em zonas restritas. Provoca apenas danos ligeiros em edifícios bem construídos.800 por ano
Forte6,0-6,9Pode ser destruidor em áreas habitadas num raio de até 160 quilómetros em torno do epicentro.120 por ano
Grande7,0-7,9Pode provocar danos graves em zonas vastas.18 por ano
Importante8,0-8,9Pode causar danos sérios num raio de várias centenas de quilómetros em torno do epicentro.1 por ano
Excepcional9,0-9,9Devasta zonas num raio de milhares de quilómetros em torno do epicentro.1 em cada 20 anos
Extremo>10,0Desconhecido. Na história conhecida nunca foi registado um sismo desta magnitude.Extremamente raro (desconhecido).

O maior terremoto registrado

Terremoto de magnitude 5,7 atinge capital das Filipinas

O maior terremoto já registrado ocorreu no Chile em 1960, com uma magnitude de 9,5 graus na Escala Richter, provocando inúmeros feridos e cerca de dois mil mortos. Nessa ocasião, houve um ponto de ruptura nas placas tectônicas de cerca de 1000 km de extensão, com uma quantidade de energia liberada tão grande que a Usina de Itaipu levaria quatro anos para produzir um valor correspondente.

Além da Escala Richter, existem outros índices, como a Escala de Mercalli, criada em 1902 para medir os efeitos dos terremotos conforme seus impactos na sociedade e nas estruturas humanas. Além dela, há também a Escala Mw, muito parecida com a de Richter por também ser logarítmica, havendo diferenças apenas no tipo de fórmula matemática empregada em sua operacionalização.

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