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CLIMATEMPO 07 a 13 de setembro 2021, veja a previsão do tempo no Brasil

Assista o Boletim CLIMATEMPO 07 a 13 de setembro 2021 e veja a previsão do tempo nas regiões produtoras do Brasil nesta semana da independência.

Por enquanto o tempo segue firme na posição mais central do Brasil o que favorece por exemplo os trabalhos de preparo do solo no estado de Mato Grosso. Lembrando que a partir do dia 15 de setembro termina o vazio sanitário.

No Sul do país a expectativa é de chuva forte nesses próximos dias. E de uma forma geral, no Brasil, a chuva vai se concentrar na região Norte com os maiores acumulados entre o Noroeste do Amazonas e o estado de Roraima. Algo em torno de 50 a 70 mm.

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O Nordeste recebe chuva mais fraca ao longo de toda a costa, inclusive na faixa leste da região. E no Sudeste o tempo muda mais para o final da semana. De quinta para sexta-feira, com o avanço de uma frente fria, o sistema deverá provocar acumulados de no máximo 20 mm entre São Paulo, Sul de Minas e Rio de Janeiro.

É na região Sul do Brasil que estão previstos os maiores acumulados de chuva. A expectativa é que chova mais de 100 mm no Sul do Rio Grande do Sul e atenção porque a frente fria que vai provocar a chuva está associada a formação de um ciclone extratropical. O sistema deverá provocar temporais com muita ventania, principalmente na quarta-feira. As rajadas de vento poderão ultrapassar os 100 km por hora no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, e isso pode prejudicar as atividades no porto de Rio Grande.

Boletim CLIMATEMPO 07 a 13 de setembro 2021

Início de semana marcado por temporais no Rio Grande do Sul

Um sistema de baixa pressão atmosférica localizado entre o norte da Argentina e Paraguai, é capaz de favorecer a formação de nuvens carregadas e espalhar chuva sobre grande parte do estado nesta segunda (06), e por isso há previsão de chuva em todas as áreas. Atenção especial à Fronteira Oeste gaúcha, onde a chuva vem acompanhada por muitos raios, rajadas de vento entre 40-50km/h e eventual queda de granizo. Em Porto Alegre, a chuva acontece no final da noite, também acompanhada por trovoadas.

Na terça-feira (07), o sistema de baixa pressão começa a se deslocar em direção ao estado gaúcho, mantendo as rajadas de vento moderadas a fortes, especialmente no litoral e região sul, áreas onde a velocidade do vento varia entre 60-80km/h, especialmente entre a tarde e noite. No decorrer do dia o tempo segue muito instável sobre estas regiões e na Fronteira Oeste, Grande Porto Alegre, Campanha, e região central, que seguem sob alerta para fortes temporais, com muitos raios e risco para eventual queda de granizo.

Já a partir da madrugada de quarta-feira (08) o sistema se desloca rapidamente em direção ao oceano, evoluindo para um ciclone extratropical, e posteriormente dando origem a uma nova frente fria. Praticamente todo o Rio Grande do Sul ainda fica sob alerta para o potencial de tempestades, com destaque para a Campanha, Depressão Central, e região Metropolitana da Capital. Os volumes de chuva são elevados neste dia sobre o estado, o que pode gerar transtornos em áreas vulneráveis, como alagamentos e deslizamentos de terra.

Seca: problemas de abastecimento se espalham pelo país

O Brasil é um dos países mais privilegiados em quantidade de água disponível, mas está passando pela pior seca dos últimos 91 anos. A gestão inadequada dos recursos hídricos, com altas taxas de desperdícios e vazamentos, somada a uma percepção errada do risco de estiagens severas em um mundo cada vez mais quente, trouxe o país a uma situação trágica de escassez em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e partes do Sul e do Norte.

A primeira consequência da estiagem foi o aumento nos preços da comida. A seca também diminuiu a capacidade de geração hidrelétrica, levando ao aumento do uso de termelétricas – que encarecem a conta de luz, contribuem para o aquecimento global e também consomem muita água em processos de resfriamento, agravando ainda mais a crise hídrica localmente.

Mesmo com o aumento no uso dessas usinas poluentes e caras, faltará energia a partir de outubro, segundo o Operador Nacional do Sistema, que recomendou aumento ainda maior no uso de termelétricas e importação de energia.

Impactos do aquecimento global no setor elétrico

Com o calor se aproximando, a atenção está se voltando para o impacto nas torneiras. Diversas regiões do país já enfrentam problemas de abastecimento, o que pode se agravar com a aproximação do verão. Sob a influência do fenômeno La Niña, que reduz a chuva no centro-sul durante a primavera, a tendência é que a situação do país piore nos próximos meses.

Não é de hoje que o Brasil está secando

Segundo um estudo divulgado em agosto pelo Mapbiomas, o país perdeu cerca de 15% de sua água desde a década de 1990. Esse volume corresponde, por exemplo, ao dobro de toda a água doce disponível no Nordeste. De acordo com o recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a estimativa mais otimista para o Brasil já prevê o agravamento das estiagens ao longo deste século.

Região Sudeste

Desde o dia 2/9, a cidade de Franca, no interior de São Paulo, faz rodízio de abastecimento. Planos de racionamento já estão em curso em outras cidades paulistas, como Salto, que desde 7 de julho só oferece 12 horas de água por dia aos moradores. Aproximadamente 80% da cidade é abastecida pelo Ribeirão Piraí, e em agosto, a água do rio não chegou nem ao número 0 da régua de medição.

Em Bauru, 90 mil pessoas abastecidas pelo rio Batalha ficam sem água em dias alternados, enquanto São José do Rio Preto faz rodízio de 13 a 20 horas. Em Itu, quem desperdiça água pode ser multado, e as autoridades locais admitem que a situação pode ficar ainda mais complicada se não chover o previsto para o mês de outubro.

Na cidade de São Paulo, moradores de Cidade Tiradentes, na zona leste, já reclamam da falta e da qualidade da água que sai das torneiras. No conjunto das represas, o volume de água para a Região Metropolitana de São Paulo é 20% menor do que o registrado em 2013, ano anterior à última crise hídrica.

Reservatórios da Grande São Paulo estão em alerta

No Rio De Janeiro, os principais reservatórios do estado estão chegando ao limite: o de Paraibuna está em 27% da capacidade; Santa Branca 19%; Jaguari 29%; e o do Funil 38%.

Com a aproximação do verão, o volume de água disponível pode ser insuficiente para atender ao aumento no consumo.

Em Mariana (MG), o nível das captações está baixo e o consumo aumentando devido ao calor e à baixa umidade relativa do ar. Não chove há mais de 70 dias, e o abastecimento de água já está comprometido no município e cidades do entorno.

A seca no Sul de Minas já afeta profundamente o turismo, sobretudo na região de Furnas. No triângulo mineiro, é a produção de alimentos que segue severamente impactada. Lagos e pequenos córregos da região usados na irrigação secaram, e a economia dos municípios enfrenta forte declínio.

Amazônia seca

No Acre, o rio que dá nome ao estado se aproxima da menor cota histórica, registrada em 2016, quando o nível ficou em 1,30 metro. No dia 1/9, o Departamento Estadual de Água e Saneamento iniciou a instalação de bombas para aumentar a capacidade de captação, o que pode mitigar os problemas de abastecimento que já afetam os bairros mais altos da capital do estado.

Rotina de falta d’água

O estado do Paraná já convive com problemas de abastecimento desde março do ano passado. A capital Curitiba e mais 13 cidades da região metropolitana estão há meses sob um sistema de rodízio em dias alternados.

A situação é semelhante à do Distrito Federal, que enfrenta a pior crise hídrica dos últimos vinte anos. A Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal) decretou estado de alerta no final de agosto e declarou que se não chover nas próximas semanas, a água para o abastecimento da região irá acabar em cerca de 70 dias.

Em Mato Grosso do Sul, a seca histórica do rio Paraguai levou o serviço de abastecimento do estado, Sanesul, a adotar um tipo alternativo de captação de água – bombas serão colocados no meio do leito do rio, numa tentativa já desesperada de manter o abastecimento dos municípios de Corumbá, Ladário e Porto Murtinho.

Prejuízos

Já o rio Paraná está tão seco que a navegação na hidrovia Tietê-Paraná está suspensa desde abril. Segundo o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros, os prejuízos devem chegar a R$ 3 bilhões, afetando principalmente a produção agrícola.

Fonte: CLIMATEMPO

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Um Comentário

  1. Moro em Uberlândia no Triângulo Mineiro mas não estamos ainda sendo impactados pelo forte declínio na produção de alimentos citada na reportagem. Pelo menos este impacto não chegou nas prateleiras dos supermercados ainda. Espero que não ocorra!

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