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Diagnóstico precoce de prenhez em vacas ajuda aumentar produção de leite

A grande vantagem de se fazer uso dessa tecnologia é que ela traduz movimentos como o fluxo sanguíneo em cores, tornando as análises mais precisas.

Estudo do núcleo gado de leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) demonstra que é possível reduzir o intervalo entre inseminações de uma vaca em cerca de 20 dias com a utilização do ultrassom Doppler para realizar diagnóstico precoce da prenhez.

A redução do intervalo de partos no rebanho representa ganho econômico tanto na produção de uma vaca de leite quanto na engorda de bezerros de corte. Um animal que produza 30 litros diários de leite, por exemplo, terá acrescentado à sua produção 600 litros no fim da lactação.

prenhez em vacas

Em um rebanho formado por 100 vacas que tenham reduzido o intervalo de partos nessa proporção, serão 60 mil litros de leite a mais produzidos na lactação.

Segundo o estudo, “sem o emprego do Doppler, para conseguir inseminar uma vaca três vezes e obter um índice de cerca de 90% prenhez, eram necessários 80 dias. Usando o Doppler, consegue-se realizar o mesmo trabalho e obter um índice semelhante com 48 dias”.

prenhez em vacas

A grande vantagem dessa tecnologia é a redução do tempo e tempo representa dinheiro para o fazendeiro que tira leite ou engorda animais machos (bezerros) para abate ou venda”, diz o estudo.

Atualmente, Embrapa e USP são grandes incentivadoras do diagnóstico precoce da gestação por meio do Doppler. A Embrapa Gado de Leite, assim como a USP e algumas empresas particulares de capacitação, realizam periodicamente treinamentos para que médicos-veterinários possam dominar a técnica. No que diz respeito à tecnologia de reprodução em bovinos, os pesquisadores acreditam que esse é um caminho que não tem mais volta.

prenhez em vacas

A IATF na prática

A sincronização dos cios objetiva concentrar todo o trabalho de inseminação artificial em um único período, melhorando também a eficiência reprodutiva. Conhecida no passado como “estação de monta”, quando se utilizava a monta natural em vez da inseminação artificial. Essa técnica é ainda uma alternativa para concentrar os partos e a maior produtividade da vaca em um momento desejado: quando há mais pasto no período da safra ou, na entressafra, quando o preço do leite é mais vantajoso para o produtor.

O calendário convencional de sincronização de cios prevê um período de 40 dias. Dez dias antes da IATF programada, as vacas recebem uma aplicação de hormônio (estradiol ou GnRH) e um implante intravaginal de progesterona para garantir a sincronia do dia da ovulação. Isso visa induzir o crescimento sincronizado de folículos. O folículo é a estrutura ovariana que produz hormônios e contém o gameta feminino, chamado de oócito.

Após oito dias, são retirados os implantes de progesterona e aplicado o hormônio prostaglandina (PGF2α), que faz regredir algum corpo lúteo que esteja presente no ovário. No dia seguinte, aplica-se outro hormônio (estradiol ou GnRH), induzindo a ovulação sincronizada de todos os animais. Por fim, a inseminação artificial ocorre 24 horas depois, no chamado “dia 0”. No “dia 30” (30 dias após a IATF), as vacas passam pelo exame de ultrassom convencional de útero para identificar as gestantes. As vacas que não ficaram prenhas terão que passar novamente pelo protocolo de IATF.

O que a ressincronização propõe, fundamentada pelos estudos que a Embrapa realizou, é que o diagnóstico precoce de vacas vazias seja feito no “dia 20” com o ultrassom Doppler de ovário, observando se o corpo lúteo possui fluxo sanguíneo, em vez do ultrassom convencional de útero. Dessa forma, o processo é encurtado em 10 dias. Mas os pesquisadores da Embrapa já estão estudando a possibilidade de esse tempo se reduzir ainda mais, com a ressincronização começando no “dia 12” e o ultrassom de ovário ocorrendo no “dia 20”, com IATF no dia 22, encurtando o tempo em 18 dias, tornando o método ainda mais eficiente.

No artigo publicado no Journal of Dairy Science, a equipe da Embrapa Gado de Leite conseguiu identificar diferenças de fluxo sanguíneo no corpo lúteo de animais gestantes comparados aos não gestantes até mais cedo, 16 dias após a IATF. Contudo, esse tipo de experimento ainda precisa ser repetido e a sua precisão confirmada.

Por AGRONEWS BRASIL, com informações da Embrapa Gado de Leite

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