Do boi ao pasto: a soma positiva para o pecuarista vem de fora e do céu

Exportações vão bem no começo de fevereiro e reforma das pastagens tem até final de fevereiro sob garantia de ‘pegamento’

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

O ritmo de preços do boi tem tudo para seguir no bom ritmo das exportações, que começaram bem em fevereiro.

Fala-se que é China, mas não deve ser. Naturalmente, nenhum destino desbanca os chineses, mas as importações em janeiro foram 13 mil toneladas menores que em janeiro passado.

E no começo deste mês também, porque o país estava no feriadão do Ano Novo Lunar.

Mas, não importa.

O importante é o geral, com ganhos em outros mercados, como Estados Unidos, Egito e Rússia, caso se consolide que os chineses não voltaram com tudo.

Os embarques nos primeiros dias úteis de fevereiro, com base nos dados do governo, somaram 39,6 mil toneladas, quase 39% sobre o mesmo período do ano anterior.

Em receita, 46,6% a mais, somando US$ 216,2 milhões.

Nessa constância, fevereiro pode ser recorde.

Além do volume considerado excepcional, o faturamento chama ainda mais atenção.

O dólar deu uma barrigada estes dias e, mesmo assim, foram internados mais recursos.

Isso mostra valorização da carne bovina no mercado internacional.

Do mercado interno não se espera mais do mesmo neste mês, ou seja, vai seguir andando de lado, sem força, mas o canal externo vai dando sustentação para o boi.

Assim, pode-se dizer que há negócios firmes no maior mercado negociador brasileiro, São Paulo, a R$ 340 a @, com pico a R$ 345 para animal de prêmio.

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Reforma de pastagens está no ponto bom, mas produtor não pode esperar mais

Enquanto o mercado da pecuária se aquece, a boa notícia também para o produtor é que a chamada janela de plantio de pastos segue aberta.

Até março as chuvas estão com bastante garantias de se manterem boas.

Então, quem arriscou e vai arriscar reformar os pastos, pode contar com o estabelecimento e o desenvolvimento das sementes.

Isso, se alinhado às condições de preços para o boi que devem seguir firmes, diminui o risco do invernista, que gastou ou vai gastar com a reforma das pastagens.

Porque, de um lado, não perde as despesas com problemas climáticos; do outro, o boi que vai comer esse capim novo vai pagar.

Mas, atenção. A janela pode se fechar.

Não se recomenda o plantio depois de fevereiro, alerta a Embrapa.

Embora as chuvas deverão continuar em março, a janela vai se fechar: um mês pode ser pouco para o “pegamento”, uma vez que em abril as águas já começarão a escassear.

Mãos à obra, então.

AGRONEWS® é informação para quem produz

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