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Giro dos mercados: o exemplo do frango e o debate no café servem para todos setores?

Mais diversificação de mercados funcionou bem para a carne de frango; no café, sob nova ameaça, se discute se preços atenuam forte quebra de produção

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

Um exemplo que vem do setor de frango, a respeito das exportações em 2021, certamente está passando desapercebido.

Foi a menor dependência dos principais compradores e, ainda, assim, conseguindo recordes de vendas em volume e em dólares.

Os frigoríficos diversificaram, muito e bem, ou seja, ampliaram os destinos para 140 países e melhoram a performance para alguns deles.

Quem já não ouviu e leu, repetidas vezes, que o Brasil precisa depender menos de alguns mercados, como a China?

Naturalmente, que nunca encontraremos um destino com tamanho apetite, mas, se for encurtada essa conta com destino à Asia e diluída para outros e mais portos, já ajuda, e muito.

Nós vimos o que ocorreu com a carne bovina em 3,5 meses sem a China importando…

No caso específico da carne de aves, ainda tem duas situações exemplares.

Não foi só a China, líder nas compras, que tirou o pé, adquirindo 4,86% a menos, para 640 mil toneladas, mas também a Arábia Saudita.

O reino árabe, até há poucos anos, foi o principal destino do frango nacional. E até 2020 era o segundo.

O ano passado, importou 24,4% a menos, 353,5 mil/t. Perdeu a liderança entre os árabes e o de segundo maior cliente brasileiro para os Emirados Árabes.

Nesse bolo do ano passado, despontou vários mercados sem tradição, como a África do Sul, com mais de 293 mil toneladas, além de outros.

Bom, enfim, na soma geral, vista pela Associação Brasileira do Proteína Animal (ABPA), o Brasil vendeu 4,6 milhões de toneladas e US$ 7,66 bilhões em divisas, respectivamente 9% e 25,7% acima.

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Café, preços ou produção?

Com as chuvas ameaçando a produtividade do café a ser colhido a partir de maio, o setor começa a discutir: afinal, é vantagem produzir menos e ter preços melhores ou não?

Aliás, essa é uma discussão que deveria servir para todos os setores.

Será que tombos de safras são compensados por cotações maiores?

Nem sempre. Se a queda da oferta for demais acentuada e fatores como câmbio e demanda não estiverem bons, não adianta muito preços melhores.

Se há também variáveis muito pesadas, como custos de produção (também em dólares, em boa parte dos casos de insumos), menos ainda.

E, no café, para completar, há meses há problemas logísticos nas exportações, como falta de contêineres e navios, retardando os embarques, o que tira mais volume de circulação.

Agora, a chuvarada estacionada em Minas Gerais e Espírito Santo ameaça o desenvolvimento das lavouras em momento importante.

E já havia preocupação com o nível de recuperação dos cafezais, depois da expressiva quebra da última safra.

Os preços estão explodindo, mas se as águas não cessarem e a produção sofrer mais um pouco, pequenos produtores vão ter menos café ainda para vender – e de qualidade prejudicada.

AGRONEWS® – Informação para quem produz

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Um Comentário

  1. A África seria um excelente mercado, não só para vender pés de frango, para matar a fome deste povo, poderia trabalhar alimentos com qualidade nutricional e baratos, já que temos uma diversidade absurda neste país, o Brasil é o celeiro do mundo e por isso temos que lembrar dos mais necessitados, ajudaria a nossa agricultura familiar, o agronegócio, a balança comercial e o melhor alimentaria os mais necessitados pelo mundo.

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