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Mercado volta-se para os fundamentos da soja e vai ver como as chuvas vão ‘caber’ nos preços

Proximamente ficará mais claro o impacto do excesso de chuvas, depois da seca no Sul; para o milho, o safrinha vem aí

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

Não seria diferente. Na última semana do ano passado, a quantidade de dinheiro nos mercados de derivativos caiu.

Quando baixa o volume de negócios, portanto, os ativos dos mercados futuros recuam, principalmente porque os fundos fogem da montagem de novas posições.

Ano novo, o mercado engata uma primeira marcha, e os fundamentos de cada contrato agrícola negociado em Chicago ou em Nova York vão voltar a entrar no preço.

O caso da soja é o mais particular. Em plena maturação final em algumas áreas e já em trabalhos de colheita em outras, os olhos estão todos sobre o Brasil.

E o excesso de chuvas?

Depois dos prejuízos com a seca e calor no Sul, que estavam já no preço, agora o mercado está em alerta máximo com o excesso de precipitações avançando em áreas importantes.

Saiu um pouco da Bahia, estacionou em Minas e no Sudeste, e avança para Goiás, Mato Grosso do Sul e em microrregiões do Mato Grosso, onde a colheita já alcança várias áreas.

Muita água, como se sabe, causa podridão tanto na soja em desenvolvimento – porque, inclusive, dificulta os tratos culturais -, e, com o atraso da colheita pela dificuldade de operar as máquinas, idem.

É a vida do agro…, enfim.

Portanto, a soja buscar os US$ 14 o bushel, ou mais se a situação não melhorar, é factível.

Ponderar o que é melhor para o Brasil, entre um volume menor – 140 milhões de toneladas já não será mais mesmo -, e os preços se valorizarem, é difícil calcular.

Produtor quer preço, mas também não gosta de ver produção perdida.

Vai muito, agora, das condições de cada um.

Como foi a montagem de seus custos antes do plantio, se houve proteção de preços (seja na compra de insumos, seja em hedge no mercado futuro), e, também, como foram fixadas as vendas antecipadas.

Na soma, mesmo para aqueles que não perderam muita quantidade, todos os fatores influirão sobre a margem de ganhos, independentemente de a China seguir demandando muito grão.

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Milho

Claro, o milho de 1ª safra não foi esquecido neste texto, apesar de ser um volume bem pequeno perto do safrinha.

O grão também sofreu, mas muito mais com a seca no Sul, já que é mais produzido na parte mais baixa do mapa brasileiro nesta época.

No Centro-Oeste ele é pouco.

Mas, o safrinha está quase aí, e esse é o que mais importa.

Não sofrerá atraso no plantio pelo atraso do plantio da soja, como foi em 2021, depois que a seca postergou a semeadura da oleaginosa em 2020.

Não dá para se prever como estará o tempo até o início dos trabalhos, a partir de segunda quinzena de fevereiro, mas não se espera excessos de chuva que os prejudiquem.

Só que a formação de custos do plantio do milho também foi feita muito antes, de modo que, agora, resta a torcida para tudo andar bem, mas, principalmente, torcendo pela volta da demanda externa, que ficou abaixo das expectativas no segundo semestre passado e “matou” os preços mesmo com a quebra brasileira.

AGRONEWS® – Informação para quem produz

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