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Os dois ‘mundos’ do boi em cenário incerto e desafiador para as próximas semanas

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Ainda está larga a diferença entre boi China e boi de mercado interno, e no quadro geral de tendências tem algumas variáveis a se definir logo mais

Por Giovanni Lorenzon – AGRONEWS®

O boi continua em dois mundos. O boi China e boi comum.

O primeiro segue mantendo a diferença, para mais de R$ 25 e R$ 30, sobre o segundo.

As exportações vão bem, recordes de fevereiro em volume e receita para o mês, mas o mercado interno não aceita mais preços.

Desse modo, animal para virar carne para chinês, além de mercados diferenciados em crescimento, continua sendo procurado.

Animal para virar carne para brasileiro médio, não tem saída, mesmo com oferta ainda não batendo no pico da safra das águas.

O atacado acusou 3% de recuo na semana passada, com o kg a cerca de R$ 20. O varejo recusou aumento, pelo menos até que escoe o que tem nas geladeiras.

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No geral, se formos balizar por São Paulo, maior praça consumidora e exportadora, a média é de boi comum a R$ 345 e boi china entre R$ 370 e R$ 375.

Mas até para o produtor de boi sem prêmio, não está todo ruim em termos de preços, diante da lerdeza do consumo doméstico.

O cenário é desafiador. E ainda não há respostas claras de como ficarão os próximos dias.

As exportações não dão jeito de cederem.

Mas em algum momento o boi de exportação vai aparecer em maior volume, porque, além de haver um bom número de animais bons de 30 meses em pastos – que ficarão prontos, os confinamentos estão enchendo – e com custos em alta da comida.

Junto com a oferta das águas, também ficará mais folgada a oferta de animal mais barato, para supermercados brasileiros.

Os frigoríficos estão de olho nisso.

Só que, também, a partir de abril o outono aponta para a estiagem, que deve se antecipar a partir de maio, segundo alguns mapas climáticos.

E, talvez, o que estaria sobrando de animais, poderá ser absorvido em preços de expectativa de menos oferta.

Então, nesses casos, nem o boi China cairá, nem o boi comum.

Mais importante ainda para o segundo tipo de ruminante, porque não tem saída no mercado interno e, muito menos, no mercado externo.

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Os produtores, com exceção daqueles que estão com a corda no pescoço, poderão manejar a criação sem risco de passar do ponto de peso e de idade.

Está em aberto, no entanto, o cenário.

Desafiador porque gera mais dúvidas do que gerou nos mesmos períodos dos anos recentes.

Não é fácil para quem está aqui, sentado, dizer isso, mas o perfil das próximas semanas recomenda cautela.

A virada do mês deverá ter um quadro mais consolidado:

  1. Como foram as exportações de março;
  2. O tamanho da inflação de março e o reflexo no consumo de carne bovina;
  3. A situação da oferta de boi da safra de verão;
  4. Os primeiros dados do confinamento do 1º giro.

Entre outros.

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