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Projeto de Lei reconhece atividade física como essencial em todo o país

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O PL ainda está aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados. Esta proposta do deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) é inspirada em lei recentemente sancionada pelo governo do Rio Grande do Sul.

O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) protocolou nesta quinta-feira (08) o Projeto de Lei 1331/2021, que reconhece a prática da atividade física e esportiva como essenciais para a saúde da população em todo o território nacional. A proposta ainda declara a essencialidade dos estabelecimentos públicos e privados que prestam tais serviços e que trazem como finalidade a prevenção de doenças. Dessa forma, as academias de musculação, ginástica, natação, hidroginástica, os centros de treinamento e os demais espaços para a prática de atividade física e esportiva estão autorizados a funcionar ainda que declarado estado de calamidade pública pelo Poder Público.

Em entrevista ao portal AGRONEWS, o parlamentar destaca a importância da atividade física e os cuidados com as regras de biossegurança nos espaços destinados a prática destas atividades. Assista abaixo o depoimento do deputado.

O texto publicado ainda determina a limitação do número de pessoas e a adoção de medidas para contenção sanitária definida por estados e municípios nos espaços públicos e privados prestadores de serviços no campo das atividades físicas e esportivas. “Com isso, estamos querendo dizer que, diante da gravidade sanitária, todos os protocolos de segurança deverão ser seguidos, assim como acontece em supermercados, farmácias ou postos de gasolina, por exemplo”, explicou Jerônimo.

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De acordo com o parlamentar, a proposta foi inspirada no Projeto de Lei 144, da deputada estadual Fran Somensi (Republicanos), cuja iniciativa foi transformada na Lei 15.603, recentemente sancionada pelo governo do Rio Grande do Sul. “É uma iniciativa da mais alta relevância, que merece nosso reconhecimento e ampliação do seu alcance para todo o país”, destacou Jerônimo. O deputado disse ainda que a prática esportiva faz bem para o corpo e para a mente, e que seus benefícios vão muito além da manutenção ou perda de peso. Entre as vantagens para a saúde estão o combate a diversas doenças, como a ansiedade e a depressão. Além disso, a atividade física fortalece ossos e músculos e reduz o estresse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos semanais de atividade física leve ou moderada (cerca de 20 minutos por dia) ou, pelo menos, 75 minutos de atividade física de maior intensidade por semana (cerca de 10 minutos por dia).

atividade física
Projeto de Lei reconhece atividade física como essencial em todo o país

O atual cenário de isolamento social deixa claro o importante papel do profissional de educação física e dos estabelecimentos prestadores de serviço na promoção e geração de saúde. A prática de atividades físicas aumenta a imunidade, a disposição, a flexibilidade e a capacidade funcional das pessoas, entre outros benefícios. A regularidade na prática de atividades físicas aumenta a resistência humana às doenças, diminuindo a procura pelos serviços públicos e privados de saúde.

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A Resolução 287/98, do Conselho Nacional de Saúde, já reconhece que o profissional de educação física é um profissional de saúde, bem como a importância da atividade física para prevenção e promoção da saúde. Com escopo de caracterizar o profissional da educação física como um ente ligado à área da saúde, foi publicada a Portaria 639, que ratificou a Resolução 287/98 do Conselho Nacional de Saúde, no que tange o reconhecimento do profissional de educação como profissional de saúde e convocou os profissionais ativos para capacitação sobre os protocolos clínicos para o enfrentamento da pandemia pelo novo Coronavírus. Vale destacar também o Informe da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) sobre exercício físico e Coronavírus (COVID-19), de 17 de março de 2020. O informe enfatiza que a prática regular de exercícios físicos está associada a uma melhora da função imunológica em seres humanos, otimizando as defesas do organismo diante de agentes infecciosos e, sobretudo, as pessoas ativas, especialmente os idosos, devem ser incentivadas a manterem seus exercícios físicos, mesmo que sejam necessárias adaptações quanto aos locais de prática ou contatos pessoais. A prática de atividade física e esportiva é componente fundamental para o controle e redução da necessidade de atendimentos hospitalares, pois promovem e mantém as condições de saúde dos seus praticantes.

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Projeto de Lei reconhece atividade física como essencial em todo o país
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Embrapa

Integrar criação de peixes com hortaliças economiza 90% de água e elimina químicos

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A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

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Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

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O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

https://agronews.tv.br/confira-os-segredos-de-quem-se-mantem-no-mercado-do-peixe/

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

atividade física
Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

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“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.

Por Ivan Marinović Bršćan – Embrapa

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Curiosidades

Você sabia que as vacas passam por mudança de personalidade na adolescência?

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Humanos passam por crises de personalidade na adolescência, por conta dos picos hormonais: alguns de nós ficam mais corajosos, outros, acabam mais retraídos, do que eram quando sonhavam em ir para a Disney.

Bovinos passam por isso também, de acordo com um novo estudo, feito com vacas leiteiras

A pesquisa, da Universidade de Colúmbia Britânica, no Canadá, concluiu que elas podem se tornar mais tímidas ou mais ousadas à medida em que passam da infância para a idade adulta.

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O que os pesquisadores fizeram foi testar por um bom tempo as personalidades de várias vacas nesse período de suas vidas. Eles tiravam os animais de seus rebanhos e iam observando como eles se comportavam diante de pessoas desconhecidas e objetos que nunca tinha visto.

A ideia era justamente mapear dois traços de personalidade: a ansiedade por explorar coisas novas e a timidez. E não deu outra: algumas vacas que eram retraídas na infância ficaram mais saidinhas. Outras, que eram mais caras de pau nos tempos de bezerra, ficaram mais retraídas. Gente como a gente.

vaca

Na infância e na vida adulta, por outro lado, esses traços de personalidade são mais estáveis. De novo, igual acontece com humanos.

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Espera-se que os resultados ajudem no desenvolvimento de melhores práticas na pecuária.

“Nosso objetivo geral é melhorar a vida dos animais nas fazendas”, disse ao The Guardian a pesquisadora de bem-estar animal Heather Neave, uma das responsáveis pelo estudo.

A motivação não é exclusivamente a empatia com os animais. A saúde dos bichos impacta diretamente na qualidade dos produtos agropecuários. Vacas estressadas, afinal, comem menos, demoram mais para crescer e, no fim, se tornam más produtoras de leite.

“Idealmente, no futuro, as práticas de manejo serão adaptadas ao indivíduo, não ao rebanho, de forma que todos os bezerros e vacas tenham a oportunidade de prosperar na fazenda, e atingir todo o seu potencial produtivo.”

Fonte: Super Interessante

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Mercado Financeiro

Agronegócio responde por 84,05% do total exportado por Goiás em abril

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Mais de 800 milhões de dólares foram exportados pelo Estado, com destaque para soja e complexo carnes, sobretudo bovina e de frango

No mês de abril, o agronegócio foi responsável por 84,05% do total exportado por Goiás, somando 808,69 milhões de dólares. Os dados foram divulgados pelo Comex Stat do Ministério da Economia e compilados pela Gerência de Inteligência de Mercado da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Ao todo, o Estado registrou 962,15 milhões de dólares em exportações.

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O complexo soja lidera as exportações do agro com 77,19% do total (624,23 milhões de dólares), seguido pelo complexo carnes, com 15,75% (127,34 milhões de dólares). Dentro do complexo carnes, o destaque fica com a carne bovina (88,53 milhões de dólares) e a carne de frango (35,58 milhões de dólares).

Também aparecem entre os destaques na pauta de abril as exportações de couro (16,18 milhões de dólares), complexo sucroalcooleiro (9,23 milhões de dólares), algodão (7,5 milhões de dólares), milho (5,56 milhões de dólares) e café (1,31 milhão de dólares).

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Acumulado

De janeiro a abril, o agronegócio já acumula 2,15 bilhões de dólares exportados em Goiás, o que representa 78,36% do total exportado pelo Estado no acumulado do ano. Deste total, 1,39 bilhão de dólares vêm da soja (64,85%) e 472,88 milhões de dólares do complexo carnes (21,97%).

Na avaliação do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, o bom desempenho da pauta de exportações do agro mantém uma tendência que inclui o peso dos produtos mais exportados pelo Estado, com o acréscimo da diversificação da pauta. “Os produtores do Estado, com o apoio do Governo de Goiás, têm feito um trabalho excepcional com recordes de produção, sobretudo nas principais commodities, como soja e milho”, considera. “Ao mesmo tempo, vemos ganhar destaque outros produtos que incluem itens como couros, complexo sucroalcooleiro, algodão, café, entre outros, que têm um peso positivo pelo lado da diversificação da pauta de exportações. Isso contribui com o desenvolvimento em diversas frentes, sobretudo pela demanda que traz renda, movimenta a economia e gera empregos.”

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Foto: Wenderson Araújo/CNA

Por Seapa – Governo de Goiás

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