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Surto de Influenza Aviária já afeta preços da carne de frango

Nos EUA, a disseminação do vírus da Influenza Aviária no plantel avícola começa a afetar o preço da carne de frango – já elevado em decorrência da inflação elevada

Na semana passada, o peito de frango foi comercializado nos supermercados, em média, por US$ 3,63 o quilo – 20% a mais que os US$ 3,01 da semana anterior e 50% a mais que os US$ 2,42/kg de um ano atrás, informa o USDA.

O surto mais recente foi confirmado em um plantel comercial do estado de Nebraska e levou à destruição de 570.000 frangos de corte. Em Delaware e Maryland, mais de dois milhões de aves em lotes comerciais de aves foram afetadas.

Em Dakota do Sul, um surto detectado na semana retrasada levou à morte de 85.000 aves. Outro surto foi confirmado em 14 de março em uma operação comercial em Wisconsin matando mais de 2,7 milhões de galinhas poedeiras.

Dados mais recentes do USDA dão conta do registro de 59 surtos confirmados da doença. Eles foram detectados em 17 diferentes estados norte-americanos, afetando plantéis comerciais e domésticos de frangos, poedeiras, perus e outras aves.

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A primeira ocorrência do gênero no país desde 2016 foi registrada em meados de janeiro e envolveu aves selvagens. Menos de 15 dias depois o vírus foi identificado em uma criação comercial. Desde então, centenas de outros casos foram registrados em aves selvagens.

O último grande surto de gripe aviária nos EUA ocorreu entre dezembro de 2014 e junho de 2015, período em que mais de 50 milhões de galinhas (sobretudo poedeiras) e perus morreram em consequência da doença ou foram sanitariamente sacrificados na tentativa de evitar maior propagação do vírus.

Durante aquele surto, os preços do peito de frango aumentaram 17%, de acordo com a Gro Intelligence, plataforma voltada à agricultura. Mas esse índice de aumento, relativamente pequeno frente à dimensão do surto, foi influenciado por um fator relevante: o embargo – de países como China, Coreia do Sul, Cuba e México – à carne de frango norte-americana.

Assim, se alguns cortes (sobretudo o peito) aumentaram em consequência da redução na produção, outros itens apresentaram sensível redução. Coxa e sobrecoxa, por exemplo, com queda interna de 18% no mercado interno. E, ainda, os nuggets.

Desta vez, o efeito sobre os preços depende do grau da disseminação da doença e da reação dos importadores aos casos detectados. Mas, no surto anterior, os efeitos sobre os preços perduraram por anos, mesmo depois de o problema controlado.

Fonte: 90goals

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