CLIMATEMPO 12 a 16 de fevereiro 2022, veja a previsão do tempo no Brasil

Assista o Boletim CLIMATEMPO 12 a 16 de fevereiro 2022 e veja a previsão do tempo em todas as regiões do Brasil, nesta semana. Risco de invernada nas áreas produtoras de soja, confira!

Um novo corredor de umidade se forma no Sudeste do Brasil e já tem muitas nuvens carregadas. A Zona de Convergência do Atlântico Sul – ZCAS se configura e a chuva deve ser bem volumosa e persistente.

Em áreas do Sudeste, do Centro-Oeste e até nas regiões do Matopiba, os índices de água no solo estão bastante elevados, e como a chuva é volumosa nesta semana, teremos risco de erosão em áreas produtoras de café no estado de Minas Gerais.

Áreas do Centro-Oeste que estão com atividades de campo na produção de soja, também devem sofrer com a chuva volumosa ao longo dos próximos dias e com as temperaturas que devem ficar mais baixas.

Já na região Sul do estado de Mato Grosso do Sul, a tendência é de redução dos índices de água no solo, porque senão vai ficar bem concentrada entre o Sudeste e a região Norte do Brasil. Até 11 de fevereiro, áreas de Minas Gerais, parte do estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e também o estado de Mato Grosso, podem receber uma grande quantidade de água. Então será uma semana de tempo bastante instável.

Na região Nordeste e também em áreas do centro-sul, se chover neste período, será algo muito pontual e com baixos volumes acumulados.

Como vimos, teremos temperaturas mais baixas no Brasil central, sendo 26° graus em áreas do estado de Goiás, e isso é muito abaixo da média para esta região. No Sudeste, a chuva vai continuar também entre os dias 12 e 16 de Fevereiro, Minas Gerais com uma grande quantidade de água. Chove em áreas produtoras de café do Espírito Santo, áreas do Rio de Janeiro, na Mogiana Paulista e também em áreas do Vale do Paraíba.

Assista abaixo o Boletim CLIMATEMPO 12 a 16 de fevereiro 2022

https://www.youtube.com/watch?v=WlyQAJqQnjk

La Niña continua ativo, veja como fica o clima na Agricultura

Chamou a atenção o registro de madrugada mais fria na Região Sul nesta última segunda- feira (07). A temperatura mínima chegou aos 7°C em General Carneiro-PR, 5,4°C em Urupema-SC e 8,9°C em Quaraí-RS.

Não houve transtornos para a agricultura, mas indica que o fenômeno La Niña continua ativo. A baixa pluviometria prevista para os próximos 16 dias no Rio Grande do Sul aumenta a chance de perdas na soja. Na Fronteira Oeste, estimam-se menos de 20mm de chuva em quase duas semanas. Além disso, há previsão de muito calor (máximas em torno dos 40°C) no dia 11 de fevereiro e entre 17 e 19 de fevereiro. Atenção também ao prolongado período de chuva significativa sobre a Argentina.

Em Mato Grosso, após alguns dias mais quentes, a invernada retorna paralisando a colheita da soja e instalação do milho. No Rio Grande do Sul, a colheita do milho apresenta redução de produtividade pela estiagem. De acordo com a Emater, a produtividade média na região de Santa Rosa alcançou 4560 kg/ha, em Ijuí, 5100 kg/ha e Frederico Westphalen 2700 kg/ha. No Paraná, 14% das áreas de primeira safra foram colhidas e 10% das áreas de segunda safra foram semeadas. Das áreas restantes para a colheita da primeira safra, quase 40% estão em boas condições, aproximadamente 35% apresentam condições medianas e 25% estão em más condições, de acordo com o Deral.

Na soja, a colheita alcançou 11% no Paraná com produção abaixo do ideal. Em algumas áreas, há 50% de perda. De uma forma geral, 36% estão em boas condições, 33% em condição mediana e 31% estão em condição ruim. No Rio Grande do Sul, 22% das áreas estão em enchimento de grãos e 43% estão em floração. A umidade do solo está bem abaixo do ideal para o desenvolvimento no oeste, centro e noroeste do Rio Grande do Sul. Em Mato Grosso, quase 50% das áreas de soja foram colhidas.

Além do aumento da chance perdas na soja, o desenvolvimento do arroz do Rio Grande do Sul também foi comprometido pelo calor excessivo e baixo nível de reservatórios, especialmente no oeste do Estado.

Tendência do Clima nos próximos dias

Semana com chuva persistente sobre as Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Em sete
dias, estimam-se até 175mm entre as cidades mineiras de Oliveira e Cataguases, inclusive em áreas produtoras de café. Entre Rondonópolis (MT), Barra do Garças(MT), Campo Verde(MT), na região de Sapezal(MT) e em Franca(SP), estimam-se até 150mm.

A precipitação mantém paralisada as atividades de colheita de hortifruti, além de piorar a qualidade dos produtos e mantê-los em preço elevado. Além disso, a colheita da soja e plantio do milho também avança muito lentamente em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Na cana de açúcar, as usinas reclamam do excesso de chuva e atraso no plantio.

Além da chuva forte no Sudeste e Centro-Oeste, estimam-se mais de 100mm no sul do Maranhão, norte do Tocantins e em boa parte do Pará. Boa parte do acumulado acontecerá a partir da quinta-feira, diminuindo o ritmo das atividades de campo.

Por outro lado, boa parte da semana será com tempo seco e ensolarado no Sul, oeste
de São Paulo e boa parte de Mato Grosso do Sul. A situação é preocupante para a soja do Rio Grande do Sul. A umidade do solo está baixa e a boa parte das áreas
produtoras já está em fase vulnerável à estiagem.

Para Santa Rosa (RS), por exemplo, a próxima precipitação acontecerá somente em 17 de fevereiro, dentro de dez dias, prevê o agrometerologista Celso Oliveira. A tendência será de retorno do calor intenso a partir do fim desta semana.

No Paraná, por outro lado, o tempo mais seco deverá acelerar a colheita da soja e
instalação da segunda safra de milho.

Para a semana entre 14 e 20 de fevereiro, a chuva permanecerá sobre o centro em norte do Brasil com acumulados que vão dos 50mm aos 125mm em Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, leste de São Paulo, nordeste de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará e boa parte do Matopiba.

Em Mato Grosso são poucas as tréguas de chuva previstas até o fim do segundo decêndio de fevereiro e a tendência será de diminuição no ritmo de plantio do milho em um momento que a janela ideal para a atividade se aproxima do fim.

Fonte: CLIMATEMPO

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